
Tome o meu coração e dele faça
o que quiser, com raiva ou com despeito.
Jogue-o no chão, ou guarde-o numa taça
- foi para isso que o arranquei do peito.
Se desejar destruí-lo então desfaça
os vínculos do amor que foi perfeito.
Deixe-o viver um pouco na desgraça
ou mate-o de uma vez, que é seu direito.
Mas pode ser que surja, de repente,
um insano desejo de perdoar-me
porque lhe dei meu coração exangue.
Antes que isso aconteça, loucamente,
arranque o seu coração e ao entregar-me
peça que afogue os dois, em nosso sangue.
Théo Drummond
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