
Eu faço versos como quem ao peito
estreita um violão de timbre frouxo
que escondido no bojo traz um mocho
piando noite a dentro contrafeito.
Eu faço versos como quem sem jeito
finge que o verso não lhe saiba a frouxo;
quem andou pelo mundo feito cocho
supõe que seja torto o que é direito.
Eu faço versos como quem se espelha
no violão de acento dissonante
o qual sequer possui qualquer cravelha.
Eu faço versos feito o alucinado
que dedilha num tom exasperante
o próprio coração desafinado.
Sylvio Adalberto
Oi Ceição!
ResponderExcluirAmo esse seu "Cantinho"!
Meu coração enche-se de ternura e poesia sempre que venho até aqui!
Parabéns pelas belíssimas postagens!
"A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais." (Voltaire)
Beijos...