
Eu, como tu, montei meu Rocinante,
ganhei a estrada à cata de aventura...
Fui, levado por sonhos, à loucura
que faz qualquer mortal seguir adiante.
Descobri, que na vida acachapante,
não há nobreza, nem sequer ventura,
e, aos que sonham, cabe a amargura
de uma vida sem graça e desgastante.
Ainda hoje, sábio Dom Quixote,
de puro gosto sigo teus caminhos,
e de delírios construí meu mote.
Vivo sonhando, e por isso enfrento
Arcalaus, Dulcinéias, meus moinhos...
(bem como tu, eu luto contra o vento).
Sylvio Adalberto
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